De Manaus a Machu Picchu - dia 10



Eu estava ansioso pela ida a Machu Picchu, então já estava acordado quando o despertador tocou, às 5 h.
Tomamos um café e comemos um pedaço de panetone, só pra dizer que comemos algo. Quando eram 6 h estávamos na recepção do hostel, bem na hora em que o táxi chegou. Como resultado, chegamos super cedo à estação, ainda antes do trem de 6:40h sair. A saída do nosso seria só às 7:35h (e saiu pontualmente). Nós compramos tickets com a Peru Rail, no trem Vistadome, que tem janelas maiores e panorâmicas (no teto também), além de servir um 'snack'.
Então, uns poucos minutos depois foi servido um café da manhã bem agradável: uma opção de suco, chás ou café (com e sem leite), um sanduíche 'caprese', e uma fruta (no nosso caso foi um maracujá delicioso), o que nos deixou com energia pelo resto da manhã.
A viagem foi linda! Estava nublado, mas isso não impediu a visão das montanhas e vales do percurso. Devido às curvas, declives e vilarejos da rota, o trem vai bem devagar, permitindo que a gente aproveitasse a paisagem. Pouco antes de 11h estávamos no pueblo de Machu Picchu, e na mesma hora começou uma chuva bem leve.
O povoado é minúsculo e absolutamente tudo é voltado ao turismo. Todas as construções são lojas, restaurantes e hostels, ou uma mistura destas coisas.
Em alguns minutos estávamos no Hostel El Místico. O hostel é bonito e limpo, mas com atendimento ruim e tivemos problemas com a água quente. Além disso, não lembro de ter lido nada sobre o hostel não aceitar cartão, mas o fato é que tive que pagar em dinheiro, o que quase acabou com os Soles que tínhamos. Não recomendo.
De qualquer forma, check-in feito, largamos as nossas coisas, pegamos as capas de chuva, ingressos e fomos almoçar no Restaurante Indio Feliz, seguindo uma indicação. O lugar é muito curioso, cheio de lembranças de clientes (cartões de visita, notas de dinheiros de vários países, bonés e até uma bolsa) a comida estava ótima e bem servida. Apesar dos preços salgados (como tudo por aqui), como só pedimos dois pratos, ficou dentro do orçamento.
Porém, estávamos sem soles e tivemos que dar um passeio pela cidade em busca de um ATM. Aqui fica uma dica: bom atendimento não é uma regra por aqui. Pedi informações, mas acabei tendo que usar o Google Maps. Acredito que só mesmo os garçons dos restaurantes, mesmo.
Enfim, no terceiro ATM finalmente conseguimos sacar o dinheiro e fomos comprar o ticket do ônibus que leva à cidadela. Como essa área do pueblo está em obras, estava tudo um pouco confuso: os tickets foram comprados em uma rua transversal, e a parada dos ônibus era uns 300 metros abaixo, na rua principal.
Aqui tem uma questão de extrema importância: levar os passaportes, sem os quais o turista sequer pode comprar o ticket do ônibus, quanto mais entrar na cidadela. Mesmo com os ingressos. Na hora em que a vendedora me solicitou os documentos, eu senti aquele frio na barriga, mas, felizmente, estava tudo ali.
Como é a época de chuvas e, portanto, o movimento de turistas não é tão intenso, tomamos rapidamente o ônibus e meia hora depois estávamos entrando na cidadela. Eu me esqueci de negociar com o guia, então lhe pagamos S 180 por cerca de 2 horas de serviço. Mas ali eu diria que é obrigatório. As informações que ele passa são inestimáveis. Complementam a riqueza da paisagem e a beleza das construções.
Machu Picchu é tudo aquilo que se diz. E um pouco mais. Deslumbrante, incrível e assombra os visitantes. É impressionante! O tempo passou voando.
Como os últimos ônibus que fazem o percurso de volta saem às 17h, e como amanhã tem mais, tomamos o rumo da saída, ainda encontrando com algumas lhamas no caminho.
Jantamos cedo, com a ideia de dormirmos também cedo, mas o problema da água quente acabou com este plano. Paciência. Com uma viagem com tantas atividades, é normal que algo falhe, acredito eu...






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