Se não existe um ditado dizendo que "A viagem já vale a viagem", devia existir. O trajeto entre Puerto Maldonado e Cusco é lindo, especialmente na segunda parte: a passagem da Cordilheira dos Andes. Nós saímos muito mais tarde do que o desejável, por conta de uma tentativa frustrada de adquirir um chip de telefonia da Claro. Além da loja só abrir às 9 horas (tinha que ser na loja oficial, nas revendas eles não disponibilizavam chip para estrangeiro), o sistema da Claro estava com problemas e não foi possível ativar a linha. Então acabamos saindo de Puerto Maldonado quando já eram quase 10 horas da manhã. Mais uma vez vale a dica: não confie no Google Maps. Demora muito mais pra chegar, especialmente se você respeitar a velocidade permitida. O Maps estimou 8:20h, mas levamos mais de dez horas. Quebramos o jejum no hotel, paramos rapidamente pra trocar de motorista e, depois, paramos para almoçar em Quince Mil, que é um povoado mais ou menos na metade do caminho. Ainda demorou um pouco mais para finalmente começarmos a subir de verdade. A temperatura, que na planície estava entre 32 e 35° C, comecou a cair, chegando a menos de 10° C em alguns trechos.
Os pontos mais empolgantes da viagem foram o primeiro encontro com as lhamas (elas estavam no meio da rodovia) e a visão dos picos nevados. Nós nunca chegamos tão próximos a montanhas tão impressionantes e altas. Foi uma visão maravilhosa!
Tiramos algumas fotos, paramos pra tomar um chá de maçã (eles não tinham água em garrafa) em um restaurante simples à beira da estrada e seguimos. Muitas curvas depois, estávamos em Cusco. Enfrentamos duas barreiras devido a obras (deslizamentos de pedras que interromperam a via), dois desvios pelo mesmo motivo, e motoristas que não sabem como usar os faróis. Aliás, os carros são um capítulo à parte nesta viagem: sempre muito coloridos, com adesivos diversos, muitas luzes, faróis auxiliares (que só atrapalham os outros motoristas). E piscando. Piscam os faróis, jogam luz alta com e sem motivo, piscam as luzes coloridas, as luzes de freio piscam... Tem alguns que parecem estar com piscas de Natal. E eu não estou exagerando...
Outra coisa: o trânsito em Cusco é muito ruim. Pior do que em Manaus. Então logo que entramos na cidade decidimos seguir as dicas de outros blogs e contratar os passeios com Van.
Chegamos ao hostel, saímos pra jantar no Deva Restaurant, de comidas típicas. Fomos agraciados com doses cortesia de chicha, uma bebida fermentada de milho, levemente alcoólica e que faz lembrar vagamente cerveja. E é uma delícia. O restaurante é muito acolhedor, com decoração inspirada na cultura Inca e a comida estava ótima. Pena que chegamos tarde e não pudemos experimentar as sobremesas.
Mas estávamos cansados e com alguns sintomas do mal de altitude, então voltamos ao hostel e dormimos muito bem.
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